31.03.2026
Do portal da Agência Brasil, 26.03.26
Por Douglas Corrêa - Repórter da Agência Brasil
Distribuição de vagas na Alerj deverá sofrer mudanças
O
presidente do Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ), Claudio
de Mello Tavares, marcou para a próxima terça-feira (31), às 15h, sessão que
irá recontar os votos para o cargo de deputado estadual nas eleições de 2022.
A
medida é para cumprir decisão do Tribunal Superior Eleitoral
(TSE), que cassou o deputado estadual Rodrigo Bacellar, ex-presidente da
Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj).
Com
a cassação, os 97.822 votos recebidos por Bacellar serão anulados, o que
impacta na composição da Alerj,
já que a distribuição de vagas entre partidos e federações deverá ser
alterada.
Rodrigo
Bacellar foi cassado por destinação de recursos da Fundação Fundação Centro
Estadual de Estatísticas, Pesquisas e Formação de Servidores Públicos do RJ
(Ceperj) com fins eleitorais. No mesmo dia, o TSE tornou inelegíveis o ex-governador Cláudio Castro e o
então presidente da Ceperj Gabriel Rodrigues Lopes.
Mais
cedo, a presidente em exercício do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de
Janeiro, desembargadora Suely Lopes Magalhães, anulou a votação da Alerj que elegeu o
deputado Douglas Ruas (PL) como presidente da Casa nesta
quinta-feira (26).
Na
decisão, a magistrada considerou que o processo eleitoral na Alerj
só poderia ser deflagrado após a retotalização dos votos pelo TRE.
A
desembargadora Suely Magalhães explicou que a retotalização dos votos é
necessária para permitir que seja definida a composição oficial do colégio
eleitoral da Alerj apto a participar do processo de escolha do novo presidente
da Casa.
A
presidente em exercício avaliou que a Mesa Diretora da Alerj acatou, em parte,
a decisão do TSE, considerando, apenas, a vacância do cargo da presidência,
após a cassação do mandato de Rodrigo Barcellar.
A
magistrada ressaltou que o processo eleitoral deflagrado pela Mesa
Diretora, sem o cumprimento integral da decisão do TSE, interfere, não só
na escolha do novo presidente da Alerj, como, na definição de quem irá assumir
interinamente o governo do estado, em razão da renúncia de Claudio Castro.
Entenda
Desde
maio de 2025, o estado do Rio de Janeiro não tinha vice-governador, uma vez que
Thiago Pampolha renunciou para assumir vaga de conselheiro do Tribunal de Contas do Estado (TCE),
aprovado pela própria Alerj.
Com
a manobra, o então presidente da Alerj, Rodrigo Bacellar, passou a ser o
primeiro na linha sucessória.
No
entanto, em 3 de dezembro de 2025, Bacellar foi preso pela Operação Unha e Carne, da Polícia
Federal (PF), que investigou a ligação de políticos com o Comando Vermelho
(CV), principal organização criminosa do estado.
Por
ordem do Supremo Tribunal Federal (STF), Bacellar foi afastado da
presidência, mesmo depois de libertado da prisão.
Dessa
forma, a Alerj passou a ser presidida, de forma interina, pelo deputado
Guilherme Delaroli (PL). Mas, por causa da interinidade, Delaroli não
ocupa lugar na linha sucessória.
Na
segunda-feira (23), Cláudio Castro renunciou ao cargo, manifestando interesse
em disputar uma vaga no Senado na eleição de outubro.
A
manobra era vista também para escapar de uma eventual inelegibilidade, uma vez
que enfrentava um julgamento no TSE por abuso de poder político e econômico na
campanha à reeleição, em 2022.
O
julgamento terminou de forma desfavorável para Castro, com o TSE o considerando
governador cassado e inelegível até 2030.
A
decisão também cassou e tornou inelegível o deputado estadual Rodrigo Bacellar,
ex-secretário de governo de Castro.
Na
mesma decisão, a Justiça Eleitoral determinou então que a Alerj realizasse eleições indiretas para o governo do estado.
Desde a renúncia de Castro, o comando do Executivo do Rio de Janeiro está sendo exercido interinamente pelo presidente do Tribunal de Justiça (TJ), Ricardo Couto de Castro.
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Fonte:https://agenciabrasil.ebc.com.br/politica/noticia/2026-03/tre-rj-marca-para-terca-recontagem-de-votos-apos-cassacao-de-bacellar
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