07 maio 2026

Eficiência e Sustentabilidade na Saúde Suplementar: O Case de Sucesso da Geap sob a Gestão de Douglas Figueiredo

07.05.2026

Entrevista do Diretor-presidente da Geap Autogestão em Saúde, na CNN, dia 25.03.26. Clique  aqui para assistir a entrevista

O setor de saúde suplementar no Brasil atravessa um momento de transformação e desafios fiscais. Com custos médicos e insumos hospitalares subindo frequentemente acima da inflação oficial (IPCA), operadoras buscam fórmulas para manter a sustentabilidade financeira sem inviabilizar o acesso dos beneficiários. Nesse cenário, a Geap Saúde, sob a liderança do Diretor-Presidente Douglas Figueiredo, surge como um exemplo de equilíbrio entre gestão estratégica e assistência humanizada.

O Desafio da Longevidade

A Geap possui uma característica singular: uma carteira de 80 anos composta majoritariamente por servidores públicos. Segundo Douglas Figueiredo, em 2023, cerca de 60% dos beneficiários tinham mais de 59 anos. Este perfil demográfico, que naturalmente exige maior utilização de serviços médicos, demanda uma gestão rigorosa.

A resposta da Geap a esse desafio não foi o repasse automático de custos, mas sim a otimização de processos. "O foco foi repassar o mínimo possível ao cliente, buscando o equilíbrio entre receita e custo operacional", afirmou o presidente. O resultado dessa política foi um lucro líquido de R$ 69 milhões no primeiro triênio da atual gestão.

Os Três Pilares da Assistência: Primária, Secundária e Terciária

Para conter o avanço dos custos sem prejudicar a qualidade, Figueiredo destaca a importância de investir em níveis de cuidado:

  • Atenção Primária: O foco na prevenção e no acompanhamento digital (hoje com 50 mil usuários) e presencial (40 mil usuários) evita que doenças crônicas se agravem.
  • Atenção Secundária: Ao investir na prevenção, a operadora reduz drasticamente o número de internações hospitalares de urgência, que representam os maiores custos do setor.
  • Atenção Terciária: A implementação de internações domiciliares e hospitais de transição permite uma recuperação mais humanizada e barata do que a permanência prolongada em leitos de alta complexidade.

Essa estrutura permitiu à Geap aplicar reajustes na casa dos 8% a 8,9%, valores significativamente menores que a média praticada pelo mercado de planos coletivos.

Gestão Jurídica e Humanização

Outro gargalo do setor é a judicialização. Douglas Figueiredo explica que a Geap adotou uma postura proativa, internalizando sua equipe jurídica e fortalecendo o atendimento direto. Ao oferecer voluntariamente procedimentos "extra-rol" — aqueles que ainda não constam na lista obrigatória da ANS, mas possuem eficácia comprovada, como a vacina de HPV e testes oncológicos específicos — a operadora resolve a demanda do paciente antes que ela se torne um processo judicial.

"O servidor público é um cliente exigente e conhecedor de seus direitos. Nosso papel é oferecer um olhar humanizado e pronto atendimento para distensionar essa relação", conclui Figueiredo.

A gestão de Douglas Figueiredo à frente da Geap Saúde demonstra que é possível conciliar resultados financeiros positivos com um perfil de carteira de alto uso. A chave para a sobrevivência no mercado de saúde suplementar parece residir na transição do modelo puramente curativo para um modelo preventivo e tecnologicamente integrado, onde a eficiência operacional reverte em benefícios diretos para o bolso e para a saúde do consumidor.

Este artigo foi produzido a partir da entrevista do Diretor-presidente da Geap Autogestão em Saúde, na CNN, dia 25.03.26. Clique  aqui para assistir a entrevista

 

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