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| Entrevista do Diretor-presidente da Geap Autogestão em Saúde, na CNN, dia 25.03.26. Clique aqui para assistir a entrevista |
O
setor de saúde suplementar no Brasil atravessa um momento de transformação e
desafios fiscais. Com custos médicos e insumos hospitalares subindo
frequentemente acima da inflação oficial (IPCA), operadoras buscam fórmulas
para manter a sustentabilidade financeira sem inviabilizar o acesso dos
beneficiários. Nesse cenário, a Geap Saúde, sob a liderança do
Diretor-Presidente Douglas Figueiredo, surge como um exemplo de
equilíbrio entre gestão estratégica e assistência humanizada.
O
Desafio da Longevidade
A
Geap possui uma característica singular: uma carteira de 80 anos composta
majoritariamente por servidores públicos. Segundo Douglas Figueiredo, em 2023,
cerca de 60% dos beneficiários tinham mais de 59 anos. Este perfil
demográfico, que naturalmente exige maior utilização de serviços médicos,
demanda uma gestão rigorosa.
A
resposta da Geap a esse desafio não foi o repasse automático de custos, mas sim
a otimização de processos. "O foco foi repassar o mínimo possível ao
cliente, buscando o equilíbrio entre receita e custo operacional", afirmou
o presidente. O resultado dessa política foi um lucro líquido de R$ 69
milhões no primeiro triênio da atual gestão.
Os
Três Pilares da Assistência: Primária, Secundária e Terciária
Para
conter o avanço dos custos sem prejudicar a qualidade, Figueiredo destaca a
importância de investir em níveis de cuidado:
- Atenção Primária: O foco na prevenção e no acompanhamento digital (hoje com 50 mil usuários) e presencial (40 mil usuários) evita que doenças crônicas se agravem.
- Atenção Secundária: Ao investir na prevenção, a operadora reduz drasticamente o número de internações hospitalares de urgência, que representam os maiores custos do setor.
- Atenção Terciária: A implementação de internações domiciliares e hospitais de transição permite uma recuperação mais humanizada e barata do que a permanência prolongada em leitos de alta complexidade.
Essa
estrutura permitiu à Geap aplicar reajustes na casa dos 8% a 8,9%,
valores significativamente menores que a média praticada pelo mercado de planos
coletivos.
Gestão
Jurídica e Humanização
Outro
gargalo do setor é a judicialização. Douglas Figueiredo explica que a Geap
adotou uma postura proativa, internalizando sua equipe jurídica e fortalecendo
o atendimento direto. Ao oferecer voluntariamente procedimentos
"extra-rol" — aqueles que ainda não constam na lista obrigatória da
ANS, mas possuem eficácia comprovada, como a vacina de HPV e testes oncológicos
específicos — a operadora resolve a demanda do paciente antes que ela se torne
um processo judicial.
"O servidor público é um cliente exigente e conhecedor de seus direitos. Nosso papel é oferecer um olhar humanizado e pronto atendimento para distensionar essa relação", conclui Figueiredo.
A
gestão de Douglas Figueiredo à frente da Geap Saúde demonstra que é possível
conciliar resultados financeiros positivos com um perfil de carteira de alto
uso. A chave para a sobrevivência no mercado de saúde suplementar parece
residir na transição do modelo puramente curativo para um modelo preventivo e
tecnologicamente integrado, onde a eficiência operacional reverte em benefícios
diretos para o bolso e para a saúde do consumidor.
Este artigo foi produzido a partir da entrevista do Diretor-presidente da Geap Autogestão em Saúde, na CNN, dia 25.03.26. Clique aqui para assistir a entrevista

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